"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino" (Paulo Freire).
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Jogo, Interação e Linguagem

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Brincadeira Gato e Rato

O rato ta em casa?

- Não.
- A que horas ele chega?
- As mesmas de ontem.
- Que horas são?
- Hora da onça beber água.
- Que horas são?
- Hora em que a porca torce o rabo.
- Que horas são?
- Hora da panela queimar o rabo.
- Que horas são?
- Hora da cobra fumar;
Uns pra cá, outros pra lá.
Quem é que o rato vai pegar?


Eloí Elisabete Bocheco


Dupla: Camille Escorsim e Jéssica Abreu

Formação incial: Ficar em círculo, de mãos dadas. Fora do círculo fica uma criança, que será o Gato, e dentro fica outra, que será o Ratinho.

Desenvolvimento: As crianças da roda vão girando, enquanto a criança que representa o Gato inicia o diálogo:

- “Seu Ratinho está em casa?”
- “Não, sennhor.”
- “A que horas voltará?”
- “Às doze horas.”
- “Que horas são?”
- “Uma hora.”
- “Que horas são?”
- “Duas horas.”

E assim sucessivamente até chegar a hora que as crianças determinaram para volta do “Rato”. A roda para de girar e o “Gato” pergunta às crianças do círculo:

- “Seu ratinho já chegou?”
- “Sim senhor.”
- “Dá licença para entrar?”
- “Sim senhor.”

O “Gato” começa a perseguir o “Rato”, tentando pegá-lo. O jogo recomeça após terem sido escolhidas duas crianças paras serem o “Gato” e o “Rato”.

Fonte: “Atividades Lúdicas na Educação da Criança”. Leonor Rizzi e Regina Célia Haydt (p.62, 1987)

VARIAÇÕES

Uma das variações que encontramos, há o personagem do "relógio" e "porta". A criança correspondente ao relógio escolhe uma hora, que é revelada por ela. A porta é a criança por onde o gato poderá entrar na roda para caçar o rato:

Fonte: http://aprenderabrincarfeliz.blogspot.com/2007/10/o-gato-e-rato.html acesso em 10/05/2010 Às 10:30

Outra variedade da brincadeira propõe que as crianças da roda se movimentem a fim de atrapalhar o gato, impedindo que ele entre ou saia da roda:
Fonte: http://www.bernerartes.com.br/ideiasedicas/jogos/gatoerato.htm

Observação: Nesta última, nosso grupo criou "os amigos do gato". Assim, três pessoas eram escolhidas para ajudar o gato a entrar e sair da roda, facilitando sua caçada.

Justificativa teórica:

Sobre a brincadeira na educação infantil, Kishimoto (1996, p. 24) afirma que
[…] O que importa é o processo em si de brincar que a criança se impõe. Quando ela brinca, não está preocupada em com a aquisição de conhecimento ou desenvolvimento de qualquer habilidade mental ou física. […]


Porém, de certa maneira, o jogo sempre é uma atividade que proporciona desenvolvimento e aprendizagem, assim, de acordo com Kishimoto o jogo/brincadeira, proporciona o desenvolvimento de aspectos afetivos, cognitivos, físicos e sociais, contemplando várias formas de representação da crianças, valorizando também suas múltiplas linguagens.

O contraponto a esta afirmação é que nunca se tem a certeza de que os objetivos esperados pelo professor, serão os mesmos alcançados pelas crianças, de maneira que o trabalho pedagógico exige outras estratégias, que não apenas os jogos e brincadeiras para construção de conhecimento.

É preciso valorizar a brincadeira por si só, não apenas como uma atividade com fins e objetivos pedagógicos, mas como um atividade que possui um fim em si mesma, que potencializa o desenvolvimento da criança naturalmente, podendo ser utilizada para aprendizagem, mas não se restringindo a este fim, ou de maneira compensatória.

Sobre a brincadeira escolhida, “Gato e Rato”, analisamos a perseguição do gato pelo rato, como a manifestação, de certa forma, de uma violência, a presença do instinto de caça de um animal, neste caso, o predador, o gato, e a fuga da presa, o rato. Podemos afirmar que esta brincadeira possibilita
“[...] passar, simbolicanente, pela experiência da violência sem sofrer suas consequências. Eis aí todo o interesse da experiência da brincadeira. Onde há violência real (e não simples agressividade) não existe mais brincadeira. As crianças sabem distinguir, perfeitamente, a verdadeira briga da brincadeira.” (BROUGÈRE, 1995, p. 80)


Assim, através desta brincadeira, além da representação de uma situação de violência, a criança ainda lida com o medo, a perseguição, o monstruoso, com uma situação imaginária assumindo os papéis de Gato e Rato, manipulando valores como bem e mal, interage com seus pares, de maneira a ajudá-los ou prejudicá-los.

Referências Bibliográficas

BROUGÈRE, Gilles. Brinquedo e Cultura. São Paulo, Cortez, 2000.

KISHIMOTO, Tizuco. O Jogo e a Educação Infantil. In: KISHIMOTO, T. Jogo, brinquedo, brincadeira e educação. 1996.

RIZZI, Leonor; HAYDT, Regina Célia. Atividades Lúdicas na Educação da Criança. 1987.

BOCHECO, Eloí Elisabete. Batata cozida, mingau de cará. 2006.

23 comentários:

Fernanda disse...

Lembro de brincar de gato e rato quando estava na educação infantil, porém já nem lembrava mais dela. Quando a Jéssica começou a falar, tive visões dessa brincadeira no pátio da minha escola. :)
Gostei muito da proposta, da nossa empolgação, do medo de deixar o rato ser pego, a união em protegermos umas as outras e as combinações que fazíamos.
A cada aula/brincadeira as discussões estão voltando para um ponto em comum, que é a questão de pedagogizar tudo, fazendo com que a brincadeira tenha sempre um objetivo relacionado a algum conhecimento. Sobre isso acho que a justificativa teórica da Jéssica e da Camille nos coloca muito bem essa questão, a criança quando brinca não se preocupa em adquirir conhecimento, o interessante pra ela é o processo, porém atrelado a brincadeira os conhecimentos estão. O que precisamos pensar é como nós como professores mediaremos as brincadeiras. Não acho que não podemos usar uma brincadeira com fins pedagógicos, porém devemos valorizar os aspectos do desenvolvimento que a brincadeira traz e são tão importantes sem ficarmos nos preocupando se aquela brincadeira vai fugir de algum contexto ou planejamento.
A criança está aprendendo o tempo todo, até mesmo quando achamos que não estamos ensinando nada, alguma coisa estamos sim, seja um gesto, uma palavra ou um sorriso.

Juliane disse...

Considerei a brincadeira bem interessante, principalmente pelo fato das variações que pudemos fazer. É incrível como o fato de mudar uma simples regra já modifica todo o ritmo da brincadeira. Além disso é sempre importante pensarmos sobre a função da brincadeira, tanto em relação à prática pegagógica como ao desenvolvimento da criança. Pois problematizar essas questões permite que possamos estar sempre questionando e refletindo sobre a nossa própria ação como professoras e também sobre as concepções que temos das crianças e da brincadeira.

Raquel de Melo Giacomini disse...

Um dos aspectos importantes dessa brincadeira é o fato dela possibilitar a interação entre todos as crianças por meio da linguagem, afinal todos partipam ativamente do jogo perguntando e/ou respondendo. Outra contribuição dessa brincadeira pode ser o desenvolvimento da noção temporal, bem como a apropriação da forma culturalmente definida de medir o tempo por meio das horas e do relógio.

Maricota de Chita disse...

Queria retomar a questão do "pedagogizar" que a Fernanda levantou. De fato, essa tem sido uma preocupação recorrente nas nossas conversas...
Lembrei disso lá em São Paulo, fazendo um curso de contação de histórias no Boca do Céu. A professora falava justamente nessa preocupação de pedagogizar as histórias, e nos chamava à atenção para não negarmos, também, que a nossa função na escola é uma função pedagógica, uma função didática. Nesse sentido, a questão é: não precisamos transformar, para as crianças, a fruição da brincadeira ou da história em uma coisa escolarizada, sem brilho. Mas isso não impede que, enquanto nos preparamos para ser professoras, que é o que estamos fazendo, pensemos sim nas possíveis "funções" do que vamos propor. Por exemplo: a Raquel acabou de falar das noções temporais. É claro que não precisamos discutir com as crianças isso, nem usar de forma instrumental: o aprendizado acontece no próprio brincar, no movimento, na força da palavra musicada...
Fazendo a ponte com as histórias: eu posso sim pensar em uma história que trate de assuntos que eu quero trabalhar. Mas não preciso dizer nem discutir a "moral da história" no fim: a história já fala por si!
E, claro, não esquecer que a brincadeira, tanto quanto as histórias, ensinam sempre tantas outras coisas...

Quanto à brincadeira em questão, adorei ser amiga do gato e viver o fato de estar ajudando aquele que quase todas estavam tentando atrapalhar...

Turma 7308A disse...

Fizemos de diferentes maneiras a brincadeira e depois conversamos sobre isso, percebi que a maioria das meninas e inclusive eu preferimos o momento em que todas da roda sabiam a hora de chegada do rato e protegíamos o rato do gato. Isso se dá pelo fato de ter sido prazerosa a brincadeira e de proporcionar momentos de participação de todo o grupo. Apesar do rato e do gato serem os "personagens principais", todos interagiram.

Vanessa.

Mônica no Chile disse...

Eu também gostei muito da brincadeira, acho interessante observar a reação de cada um ao brincar. Nesta foi nítido o envolvimento da turma como um todo. Todos cuidando o lar do rato e tranto de defender ele, às vezes uma gritava, outra pulava, uma se espremia, mas não permitia não defender o rato, sua entrada e sua saída.
O ato de "dar as mãos" é muito bom, nos trás uma dimensão de união, onde cada um é parte de algo maoir e que existe apenas por que cada um está onde está. O resultado diso é a entrega total a uma brincadeira onde efetivamente todos estão incluídos.
E eu defendo sempre a efetiva inclusão por que as demais brincadeiras, as de competição, essas serão com certeza para o resto da vida, então penso que nós como futuras professoras podemos deixar que enfatizá-las (as brincadeiras de competição)e enfatiar as de inclusão.
Falando agora mais pessoalmente, eu amava brincar de gato e rato, era uma mistura de sentimentos incríveis dentro de mim, foi muito bom relembrá-los!

samanta disse...

Nao pude participar da brincadeira por motivos pessoais... Porém realizamos esta brincadeira com nossa turma de estágio (eu e Kamila). Começamos com tres crianças e quando vimos já tinham quinze crianças participando. No nosso caso, esta brincadeira pode proporcionar a interação entre as crianças de diferentes grupos independentemente de sua faixa etária. Todos prticiparam igualmente da brincadeira. O que mais me chamou a atenção foi a forma de proteção que as crianças adquiriam na hora de proteger o colega (rato) do gato. Elas rodavam para dificultar e se agrupavam para que o gato nao pegasse o rato. A interaação e a proteção ficaram muito presentes.
Outro ponto foi as noções temporais. Nossos alunos, assim como, os demais nao sabem contar até 10. Porém com esta proposta eles começaram a se interessar pelo assunto e quando vimos eles já estavam contando sozinhos. Nós repetiamos as horas sempre de forma crescente, repetiamos todas as vezes que mudava de gato. Assim, acredito que por meio de memorização as crianças apreenderam a sequencia numérica.
Começamos esta brincadeira apenas com o intuito de resolver um conflito entre duas crianças. No fim, o resultado foi mais do que o esperado.
Samanta

Ingrid "Guigui" disse...

A brincadeira do Gato e Rato, fez parte da minha infância, como disse Fernanda, também lembro de estar na escola e da professora nos preparando para esta brincadeira. Aprendi a ver as horas com a ajuda dessa brincadeira, pois as professoras a utilizavam com ferramenta para começar este "conteúdo". Como dito em sala, esta brincadeira ajuda a criar nas crianças um sentimento de coopereção, principalmente quando precisam proteger o rato, evitando o gato de pega-lo.
Foi uma ótima brincadeira, estavam todas animadas e como disse, relembrar as brincadeiras é sempre bom para nosso trabalho em sala de aula.

Jaqueline disse...

Gostei muito dessa brincadeira, de relembrar o tempo em que eu brincava. A minha preferência foi pelo primeiro jeito que nós brincamos, onde havia mais cooperação. Gostei muito de brincadeiras coletivas, acredito que as crianças precisam ser estimuladas a vivenciar o coletivo e pensar no próximo, com a minha pequena experiência em sala, tenho percebido que as crianças estão com um pouco de dificuldade em pensar pelo grupo. E acredito que uma de nossas funções seja estimular a convivência de todos. Claro que sempre pensando que a brincadeira não resolve todos os conflitos, e nem mesmo que ela sirva para isso, mas creio que ela seja uma boa ajuda.

Camila disse...

Acho que todas as brincadeiras até agora tem servido para nos fazer voltar um pouco a nossa infância e voltarmos a ser criança brincando. Particularmente sempre gostei muito dessa brincadeira, me lembro que eu adorava o momento de decidir que horas o rato ia chegar, pois o grupo todo conversava e decidia junto, e ai eu ficava na maior empolgação até a pessoa adivinhar. Acho importante propiciar experiências que busquem a interação do grupo, afinal esse é um dos eixos que norteiam a educação infantil, e essa brincadeira faz as crianças se aproximarem, se unirem, além de ser muito divertida. As aulas até agora tem servido para mostrar o quanto rica pode ser uma brincadeira, e o que isso proporciona na vida de uma criança.

CAMILA SILVEIRA FERREIRA

Dayana de Souza disse...

Essa brincadeira é muito interessante, pois além de trabalhar com a questão das horas, ela também causa uma pontinha de aflição, o que torna a brincadeira mais prazerosa. Ao esperar que o gato acerte as horas, já ficamos ansiosas, nos preparando para defender o rato, acredito que essa ansiedade deve ser ainda maior nas crianças.
Dentre as variações que experimentamos a que eu mais gostei foi a que todos combinávamos as horas e cantávamos a tradicional canção. Para as crianças acredito que deva ser mais interessante o gato poder pegar o rato por qualquer entrada e de qualquer maneira, mas para nós ficou mais legal a versão que o gato só pode entrar por uma das portas, o que acabou por tornar a brincadeira um pouco mais difícil.
Assim como nós fomos experimentando e vendo qual brincadeira gostávamos mais, o professor deve fazer o mesmo com a sua turma, para que assim possa encontrar uma maneira que melhor se adéqüe ao seu grupo e que dê as crianças mais diversão e prazer.
Abraços Dayana.

Turma 7308A disse...

A meu ver a brincadeira apresentada se enquadra nas brincadeiras tradicionais de competição, na qual um indivíduo é protegido por seus aliados e o "inimigo" tenta capturá-lo, porém o interessante é que no desenvolvimento buscou-se novos arranjos, afim de faciliar o andamento da brincadeira, em virtude do gato(inimigo) não conseguir capturar o rato, para tanto foi criado os amigos do gato. Achei muito legal as diversas propostas que surgiram, exaltando a solidariedade para com o colega, essas propostas a medida que eram adaptadas davam mais folêgo a brincadeira tornando-a ainda mais movimentada e dinâmica. Outro ponto que suscitou reflexões foi a questão da violência que a colega Jéssica levantou,a questão da caça que norteia muitas brincadeiras, então faz necesssário uma intervenção no sentido de discutir, problematizar essa questão,pois para os animais a caça é algo predominantemente instintivo, mas ao trazer para brincadeiras essa questão pode denotar "violências" para com o próximo, por isso a impotância de uma conversa aberta. Grayce Helena Inácio.

Aline Silva disse...

Achei a brincadeira muito interessante pelas variações e possibilidades que ela pode trazer. Além disso, a brincadeira propicia que a criança lide com as sensações de perigo e proteção, vivenciando os personagens do rato e do gato, assim como os demais integrantes da roda. A brincadeira proporcionou muita expectativa e contagiou quem participava.

Gabriela de Amorim disse...

Inicio meu comentário concordo com a fala da Fernanda, em especial quando ela coloca que “O que precisamos pensar é como nós como professores mediaremos as brincadeiras”.
Quanto a preferência pessoal, senti-me mais pertencente ao grupo com a versão em que todos combinam a hora (do que na versão em que uma pessoa é a porta e outra é o relógio, sendo somente este último sabe a hora). No entanto, gostei mais ainda da primeira versão que representamos (também citada por Jaqueline), onde a maioria do grupo estava disposta a dificultar a vida do gato, pois com a astúcia do rato sentia cada vez mais prazer em pensar como seria o desfeche daquela caçada. Acredito que não é necessário punir caso um ou outro integrante do grupo resolva facilitar a vida do gato, mas para quem se interessar em saber esta vertente sugiro a leitura do texto “Brincadeiras infantis e
relações sociais” de Silvia Zanatta Da Ros, onde a autora analisa justamente esta proposta volta-se para “punir” quem se dispor a ajudar o rato (o texto está disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/viewFile/10747/10262)
Neste sentido acredito que os “amigos do gato” (apontados pó Grayce) podem dialogar com esta pesquisa e trazer novos elementos para a nossa reflexão como professores. A pesquisa citada acima também traz um aspecto que não mencionamos, o fato dos personagens da roda não possuírem identidade.
Gostaria de comentar sobre a questão trazida pela Mônica, dos gritos e outras formas de nos expressarmos. No nosso grupo (de pessoas adultas) isso esteve presente, embora algumas pessoas não se sentissem à vontade com esta forma de se expressar. Mas o que gostaria de colocar é que às vezes como professoras, ou como pais, irmãos mais velhos, não percebemos o quanto o grito se torna uma forma de defesa para uma criança, quando esta está brincando ou se defendendo de alguém que a importuna. A partir desta brincadeira foi possível perceber o quanto isso é importante e mais que isso foi possível repensar nossas idéias sobre estas formas entrega na participação da proposta.
Para finalizar, a questão levantada por Jéssica e trazida aqui pela Grayce, também é abordada na pesquisa que citei acima, onde a autora traça as características dos personagens e fala sobre as relações de poder.

kamila disse...

Não pude participar dessa brincadeira, porém lembro que na minha infância essa era uma das minhas brincadeiras preferidas. É uma brincadeira divertida onde podem ser trabalhadas diversas questões como: a interação no grupo, as horas, entre outras. Para a brincadeira acontecer não é preciso de nenhum material especifico, porque só é preciso de um “gato” e de um “rato” que são as próprias crianças podendo acontecer na sala no parque em diversos locais. Como a Samanta já relatou brincamos com as crianças no estágio e foi muito divertido e interessante, pois como a mesma foi realizada no parque houve a interação entre crianças de diversas idades, todas com um único objetivo proteger o “rato” do “gato” independentemente da afinidade que este grupo possuía. Imagino o quanto foi divertido relembrar e participar dessa brincadeira.

Regiane disse...

Essa é uma das brincadeiras que mais brinquei durante a minha infância, gosto do fato da brincadeira unir a “brincadeira de roda” e a expectativa de a qualquer momento o gato conseguir pegar o rato.
O lúdico auxilia no desenvolvimento pessoal, social e cultural, facilitando a construção do conhecimento. Segundo Kishimoto (1994) a ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão, e Oliveira (1990) complemanta dizendo que as atividades lúdicas são a essência da infância.

Referência bibliográfica:
KISHIMOTO, Tizuco Morchida. O jogo e a Educação Infantil. São Paulo: Pioneira, 1994
OLIVEIRA, M. K. Vygotsky aprendizado e desenvolvimento: um processo socio-histórico. São Paulo: Scipione, 1990.

Turma 7308A disse...

Fátima disse...

Essa brincadeira, como algumas outras já feitas por nós, fez parte da minha infância. Lembro que desde aquela época eu sempre gostava de ajudar o gato abrindo a “porta” para facilitar sua passagem, e acabei fazendo isso novamente, porque vi que no nosso grupo (de pessoas adultas) seria muito difícil o gato entrar na roda, o que acabaria tornando a brincadeira um tanto monótona.
Acredito que esta brincadeira que envolve um misto de sentimentos, como o medo e a euforia, por exemplo, traz contribuições para a turma a partir do momento que une as crianças (ou pelo menos a maioria delas) em prol de um mesmo objetivo, possibilita a interação entre todas as crianças, estimula o cooperativismo e a coletividade.
As opções de variações da brincadeira também são muito interessantes para que as crianças escolham qual se adaptam melhor, levando em consideração a dinâmica e o envolvimento da turma.
Gostei muito de relembrar a brincadeira e novamente brincar ajudando os “gatos” na captura dos “ratos”.

Maria de Fátima Clasen.

Anônimo disse...

Sandra Bernardo

Como as colegas afirmaram esta brincadeira tem um forte componente do imaginário. Através do gato que persegue o rato podemos fazer uma associação ao medo e a violência. Simbolicamente a criança passa pela violência sem contudo a vivenciar verdadeiramente. Isto permite com que a criança associe valores como bem e o mal à perseguição. Pode transpor para a brincadeira acontecimentos reais e assim experiencia-los e tomar uma atitude ou uma opinião acerca deles.

Anônimo disse...

Maria Dal Prá disse...
Brincar de gato e rato me fez lembrar dos tempos que brincavamos na rua ao anoitecer, e essa brincadeira fez parte da minha infancia.Como vimos podemos trabalhar com varias opções;os amigos do gato,a porta,o relógio, como professores podemos usar esta brincadeira para trabalharmos as noções de perigo e proteção, no aprendizado das horas,cabe ao professor escolher a melhor maneira para brincar com seus alunos. Acredito que essa é uma brincadeira onde todos interagem seja protegendo o rato, ou dificultando a entrada do gato, o importante é que todos brincam mesmo os que não tem nenhuma afinidade.

Jussara Araujo disse...

Não brinquei quando criança de gato e rato, mas tive belas recordações do magistério no IEE em 2001, brincamos muito com a Professora Marcia.Esta brincadeira desenvolve a noção de espaço, a coordenação motora ampla, desenvolve o freio inibitório, e trabalha a interação e a integração.Parabéns as meninas que apresentaram esta brincadeira.

Gabriela de Amorim disse...

Jussara...
Desculpe, mas o que é "freio inibitório"?
Pergunto porque nunca ouvi falar ;)
Obrigada!

Jussara Araujo disse...

Respondendo a pergunta da Gabriela:

O que é freio inibitório? Conforme professora Marcia de Educação física do IEE, algumas crianças na faixa etária de seis anos têm algumas caractérísticas padrão de freio inibitório em início de concretização, ou seja, são capazes de ouvir com atenção e de esperar sua vez de falar.

Anônimo disse...

Essas brincadeiras é que resgatam esse tempo em que as crianças brincavam e se divertiam, não cmo hoje que a maioria nem sabe o que são brincadeiras de roda. São validas para nós tabm que estamos nos formando na area de licenciatura em edicação fisica e nos auxilia a esse resgate das nossas crianças!!

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